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O ano de 2017 foi projetado com otimismo por empresas brasileiras – é o que mostra uma pesquisa realizada pela rede Deloitte. Após dois anos de crise, as companhias buscam a retomada da confiança e demonstram a intenção de reorganizar seus negócios rumo ao crescimento consistente.

O levantamento, que ouviu 746 empresas de todos os portes, setores e regiões do país, revela que as organizações projetam crescimento de 8,3% das receitas líquidas para 2017.

“Como vivenciamos uma retração em todos os segmentos econômicos nos últimos anos, essa estimativa representa uma real demonstração de otimismo”, afirma Othon Almeida, sócio-líder da área de Market Development da Deloitte.

Segundo os dados da Agenda 2017, o otimismo é motivado por diversos fatores. Entre eles, a expectativa pela retomada dos investimentos na área de infraestrutura. Também influenciou no resultado a melhora da confiança do setor empresarial  em uma recuperação da atividade econômica brasileira, além de avanços importantes nas projeções de crescimento de setores que foram afetados pela crise, como o de construção civil.

Entre os itens que mais devem causar impacto nos negócios, os executivos citaram como principais a variação do câmbio, retomada da economia e alterações no preço do petróleo.

Prioridades de gestão para 2017

A pesquisa da Deloitte aponta que, durante 2017, as empresas deverão priorizar a gestão administrativo-financeira, direcionando ações para a geração de resultados e melhoria da produtividade. Os entrevistados do estudo apontaram como foco: gestão financeira (com 65% de citações), de processos (61%) e orçamentária (55%).

O estudo apurou ainda que as empresas brasileiras demonstram intenção de priorizar a adoção de melhores práticas de governança corporativa – com longo caminho a ser percorrido nessa direção, principalmente entre as de menor porte. Os itens mais abordados foram gestão de riscos e controles internos (37%), gestão de compliance (33%) e estrutura de governança corporativa (31%).

Na área da administração, também foram citadas práticas como gestão de tecnologia da informação (36%), gestão de marketing e comunicação (34%), auditoria externa (16%), auditoria interna (14%), gestão ambiental (14%), gestão de crises (13%), responsabilidade social (12%), mecanismos de transparência (7%) e conselho fiscal (6%).

Em relação à implantação de importantes estruturas de governança corporativa, boa parte das empresas que participou da pesquisa ainda não possui, por exemplo, áreas de gestão de crise ou conselhos fiscais. Em fase inicial de implantação pelas organizações, a área de auditoria interna foi lembrada no levantamento.

“É bastante compreensível que, nessa fase de transição, as empresas mantenham foco no aprimoramento das práticas administrativas. Porém, mesmo neste momento em que vivemos, as organizações não devem descuidar da eficiência nos controles sobre a gestão”, explica Othon Almeida.

Com nível mais avançado de inserção, as companhias citaram ainda os mecanismos de transparência, de gestão de compliance e de riscos, os controles internos e as estruturas de governança corporativa. A adoção de auditoria externa é também foi apontada como prioridade.

Fonte: Deloitte