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O número de operações de fusões e aquisições pode crescer entre 10% até 15% em 2018. Em 2017, de acordo com o número de anúncios divulgados, esse segmento avançou 6% na comparação com 2016. Para 2019, após a esperada definição política nas eleições do País, o mercado de M&A poderá avançar acima de 20% em número de transações.

Na avaliação do economista Wander Brugnara, o empresariado brasileiro está se descolando das preocupações com a crise política sobre as reformas e buscando fechar mais negócios. “Analisando o contexto internacional, o Brasil volta a ser uma grande oportunidade para investimentos. Não só pela redução dos juros [Selic], mas também por um cenário econômico na parte de commodities e de concessões e privatizações muito mais favorável”, diz. “O Brasil fará o dever de casa. A reforma da Previdência torna-se crucial nesse caso, mas o País já entra num cenário oportuno e otimista para investimentos”, prevê o economista.

Brugnara contou que o segmento de private equity, ou seja, de fundos que adquirem participações societárias em empresas ou projetos, avançou 23% em número de transações em 2017, na comparação com 2016. “O investidor está com mais apetite diante da recuperação econômica”, justifica. O economista considera como promissoras, as operações nos setores: de energia e infraestrutura; saúde com a consolidação de hospitais privados e clínicas; concessões federais e estaduais; projetos de investimentos (PPIs), parcerias público privadas (PPPs) em áreas como iluminação pública, saneamento básico e tratamento de lixo. “No setor da construção e infraestrutura, as melhorias nos processos de Compliance e de auditoria estão avançando. As empresas estão cumprindo com a lei, reflexo da investigação da Lava-Jato da Polícia Federal, e isso trará mais players [internacionais] para o mercado brasileiro”, acredita.

Ele também aponta a entrada de novos players no mercado financeiro por causa do avanço de tecnologias inovadoras. “Há que se considerar, ainda, o interesse pelo varejo com o crescimento econômico. O setor de alimentos volta a ser uma grande oportunidade, assim como o desenvolvimento imobiliário com a redução dos juros”, enumerou.

Fonte: Diário Comércio, Indústria & Serviços